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Transformação Digital: como sobreviver?

6/dez/2016 12:01:22 por Guest Post | Cezar Taurion

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2017: está claro que digital não é mais o futuro dos negócios, mas já é o presente.

Entretanto, muitos executivos seniores ainda não consideram que o mundo digital é ou será em breve o “core” dos seus negócios porque simplesmente não o era no passado.


Cenário atual

Hoje o próprio mundo está hiperconectado, os seus funcionários e clientes já são digitais, usam naturalmente a tecnologia digital desde que acordam até a hora que vão dormir. Pessoas mais conscientes, estão assustadas com a “síndrome do Uber” esperando que amanhã cedo um concorrente que não estava hoje na sua lista mude os fundamentos do seu negócio de forma totalmente imprevisível, o deixando sem reação. Para ambos, fica claro que os mapas do passado não servem mais para os caminhos que levarão a empresa à frente, a tecnologia digital está transformando drasticamente duas coisas fundamentais a qualquer empresa: a dinâmica dos mercados no qual operam e a velocidade que precisam para se reinventar e manter-se competitivas.

Ficar inerte simplesmente vai significar que a ruptura digital virá por outra empresa, seja de outro setor ou startup e então a pior coisa que poderá acontecer será relevado ao segundo plano ou simplesmente sair do mercado pela transformação das demandas do próprio mercado. A reação tem que ser rápida e muitas vezes batendo de frente com os modelos de negócio estabelecidos, mas é o preço da sobrevivência.

Estratégia:

Claramente vejo que muitas empresas precisam de um “reset”.

A estratégia digital deve:

  • Ser holística e não departamental;
  • Servir para dar um novo início;
  • Ter modelos operacionais que funcionam na captação à retenção de clientes;
  • Mudar de uma cultura analógica para uma digital.

mudança cultural é um obstáculo que muitas vezes é o mais difícil de superar, mudar o “mindset” executivo moldado a gerenciar uma empresa que orquestra uma cadeia linear, no qual a empresa é o centro e os clientes e parceiros ficam em sua órbita para fazer parte de um ecossistema não é simples, significa expor seu negócio de forma que não estão acostumados. 

 

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Outro obstáculo é que muitas empresas ainda veem a sua TI apenas como suporte e apoio operacional, assim ser digital para muitas delas é criar uma app que muitas vezes apenas simula um desktop em suas funcionalidades. E alardeiam na mídia...não, não é apenas isso, é essencial integrar as duas pontas de uma estratégia digital, a que chamo de experiência do cliente e a da excelência operacional.

Experiência do cliente implica em olhar as melhores práticas de outros setores e ver como os clientes se sentem interagindo com essas empresas via tecnologias digitais, não é olhar apenas para seus concorrentes. O setor todo pode estar indo no caminho errado, aliás as próprias fronteiras da concorrência estão se tornando ambíguas e sem sentido.

Uma empresa de um setor adjacente pode ser amanhã seu principal concorrente, é pensar como uma empresa de software, repensando seus produtos e serviços como experiência digitais.

Mudanças no comportamento

Talvez faça sentido aplicar aqui uma analogia com o conceito de “realidade aumentada” onde o produto passa a ser envolvido com uma camada digital que lhe dá outras funcionalidades. Um exemplo, o serviço OnStar da GM que permite acesso a reserva de hotéis quando dirigindo seu carro, outros exemplos vão ajudar o cliente com algoritmos de recomendações como fazem Netflix e Amazon e, esta última, reduzindo os tempos de entrega (melhorando a experiência do cliente) fazendo a solicitação prévia do pedido antes que o cliente mesmo o faça!

A excelência operacional implica em construir uma empresa ágil, responsiva, com processos eficientes e simples.

Uma empresa tradicional não se torna digital de supetão, é uma jornada. Começa adotando por filosofia que será digital, caminhada árdua, pois demanda mudar cultura, estruturas organizacionais, modelos de operação e negócios. As mudanças não acontecem por osmose, mas enfrentam muita resistência e ceticismo.

"veja aonde sua empresa se enquadra em termos de maturidade digital,o quão digital é a sua excelência operacional"

Como primeiro passo:

  • Faça um diagnóstico sincero e veja aonde sua empresa se enquadra em termos de maturidade digital;
  • Olhe a experiência digital proporcionada a seus clientes e também quão digital é a sua excelência operacional,
  • Você pode se descobrir sendo um dinossauro digital...ou um mestre digital. Provavelmente você se situará entre esses dois extremos, caso seja um mestre digital, parabéns sua empresa deve estar entre as 5% mais digitalizadas do mundo. Caso por outro lado seja um dinossauro, corra para recuperar o tempo perdido, para não ser extinto.

Não sendo um mestre digital, comece imediatamente a jornada, defina uma liderança para o processo de transformação digital. O CEO deve estar 100% comprometido com esta jornada e o CIO tem a sua grande oportunidade profissional de assumir posição de liderança neste processo. O surgimento da posição de CDO (Chief Digital Officer) acontece quando o CIO não assume este papel.

Comece à agir

Sugiro a leitura de uma entrevista com uma CDO da universidade de Harvard, “Harvard’s Chief Digital Officer: 10 Digital Best Practices” como benchmark de uma estratégia digital. Alguns pontos chave: criar uma cultura de digital-first, um modelo organizacional centrado no cliente e uma visão outside-in. Parece simples, mas é uma mudança cultural bastante significativa e impactante. Avalie estas transformações da dinâmica do mercado de forma isenta e sem preconceitos.

Outra leitura interessante é o Ebook "Transformação Digital e Sistemas Legados" do fluig, no qual orienta como conciliar agilidade, robustez nas inovações internas das empresas, além da integração de sistemas de dados.

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 O importante é começar a agir, em um mundo volátil, suas maiores ameaças são concorrentes que ainda não são classificados como competidores e não permite um segundo de hesitação. Pergunte-se o que vem a seguir e seja proativo, reagir ao que já aconteceu não será mais suficiente para a sobrevivência empresarial.

 

 

Guest Post | Cezar Taurion

Guest Post | Cezar Taurion

Sócio fundador e CEO da Litteris Consulting. Anteriormente foi por 12 anos Diretor de Novas Tecnologias Aplicadas e Chief Evangelist da IBM Brasil. Consultor com experiência profissional tendo sido líder da prática de IT Strategy da PwC.